
BRASIL – Organização Mundial do AVC alerta que 90% dos casos poderiam ser prevenidos com cuidados em fatores de risco.
No Dia Mundial do AVC, celebrado no último domingo, a entidade ressalta que essa doença afeta a todos, desde os sobreviventes, familiares e amigos até ambientes de trabalho e comunidades. Estima-se que mais de 12 milhões de pessoas em todo o mundo terão um AVC este ano, sendo que 6,5 milhões delas fatalmente não sobreviverão. Além disso, mais de 110 milhões de indivíduos vivem com sequelas causadas por um derrame.
Segundo o neurologista Marco Túlio Araújo Pedatella, o AVC ocorre quando há uma obstrução do fluxo de sangue para o cérebro. Ele pode ser classificado como isquêmico, quando há obstrução de vasos sanguíneos, ou como hemorrágico, quando há o rompimento desses vasos. Em ambos os casos, as células cerebrais podem ser danificadas ou até mesmo morrer.
Atualmente, os principais fatores de risco para o AVC são pressão alta, diabetes, colesterol elevado, sedentarismo, tabagismo, uso excessivo de bebidas alcoólicas, além de outros fatores não controláveis, como idade, gênero, raça e histórico familiar. Embora a doença seja mais comum em pessoas acima de 60 anos, tem se observado um aumento nas ocorrências entre os jovens. Isso causa um impacto significativo na vida desses pacientes, uma vez que podem ocorrer sequelas incapacitantes, exigindo tratamento e reabilitação, além de gerar gastos para o sistema de seguridade social.
Um aspecto importante destacado pelo especialista é a importância de reconhecer os sinais de um AVC e buscar tratamento médico imediato. Os sintomas incluem perda de força ou sensibilidade em um ou ambos os lados do corpo, perda de visão, visão dupla, desequilíbrio, dificuldade na fala, dor de cabeça intensa, entre outros. É fundamental entrar em contato com o serviço de urgência assim que qualquer um desses sinais se manifestar, pois há uma janela de tempo limitada para o tratamento do AVC isquêmico e a prevenção de sequelas incapacitantes.
Portanto, é fundamental que as pessoas estejam conscientes dos fatores de risco para o AVC e adotem medidas de prevenção, como controle da pressão arterial, hábitos alimentares saudáveis, prática regular de exercícios físicos e abandono do tabagismo. Além disso, é necessário ficar atento aos sinais dessa condição e buscar ajuda médica imediatamente, visando um tratamento adequado e a redução dos impactos causados por um AVC.









