
BRASIL – Refugiada afegã é agredida em São Paulo em possível ataque relacionado ao conflito entre Israel e o Hamas.
De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública, um homem aparentemente judeu ortodoxo se aproximou da mulher, a empurrou e proferiu xingamentos. Porém, um motoqueiro que passava pela rua presenciou a cena e veio em defesa da mulher. O companheiro dela também chegou rapidamente e interveio. Vale ressaltar que a vítima estava acompanhada dos dois filhos no momento do ocorrido.
No Boletim de Ocorrência, consta que o homem, vestido com “roupas tradicionais”, se aproximou da mulher afegã gritando e a empurrando, acusando-a de ser do Hamas e de estar matando as crianças do povo dele. A organização Panahgah, que acolheu a família da vítima no Brasil, confirmou o registro da ocorrência.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que a Polícia Militar tem intensificado o policiamento nas comunidades pertencentes às comunidades judaico-israelenses e palestinas em São Paulo. Essa ação tem como objetivo garantir a segurança e a tranquilidade dessas comunidades, criando um ambiente seguro para todos os moradores.
Representantes das comunidades israelense e palestina no Brasil conversaram com a Agência Brasil sobre o conflito e compartilharam suas percepções. Ricardo Berkiensztat, presidente executivo da Federação Israelita do Estado de São Paulo, relatou que houve um aumento do antissemitismo após o início da guerra e destacou a importância de manter contato direto com as autoridades para evitar qualquer tipo de ameaça à comunidade.
Por outro lado, a jornalista palestino-brasileira Soraya Misleh, coordenadora da Frente em Defesa do Povo Palestino, acredita que existe uma crescente xenofobia e racismo contra os palestinos no Brasil neste momento. Ela atribui essa situação à propaganda agressiva de guerra veiculada pelos meios de comunicação de massa e ressalta que os ataques aos palestinos já duram há mais de 75 anos.
O caso de agressão à mulher afegã refugiada é mais um exemplo de como tensionamentos em conflitos internacionais podem refletir em atos de violência nas cidades brasileiras. É fundamental que as autoridades estejam atentas a essas situações e garantam a segurança de todas as comunidades envolvidas.









