
BRASIL – “EUA criticam proposta de resolução da Jordânia na ONU por não condenar o Hamas e omitir termo ‘reféns'”
Segundo a embaixadora Linda Thomas-Greenfield, a resolução apresentada pela Jordânia possui duas palavras fundamentais que estão ausentes: Hamas e reféns. Ela considera inaceitável que a resolução não mencione os autores do ataque terrorista e também não faça referência aos reféns mantidos pelo grupo. A diplomata defendeu a aprovação de uma emenda apresentada pelo Canadá, pois, segundo ela, corrigiria essas omissões flagrantes.
Além disso, Linda Thomas-Greenfield argumentou que a resolução da Jordânia vai contra uma solução de dois Estados, que seriam um para os palestinos e outro para os israelenses. Ela também afirmou que a resolução prejudica a integração de Israel ao Oriente Médio.
A Assembleia Geral da ONU está reunida hoje para discutir e votar a proposta de resolução sobre o conflito no Oriente Médio apresentada pela Jordânia e que recebeu o apoio de 39 países membros. Enquanto os Estados Unidos e a Rússia, por exemplo, têm poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, na Assembleia Geral é necessário obter dois terços dos votos para aprovar uma resolução em caráter emergencial.
O embaixador do Egito na ONU, Osama Abdel Khaleq, defendeu a aprovação da resolução da Jordânia, afirmando que ela apenas pede o respeito aos direitos básicos e às normas de um conflito armado. Ele ressaltou que a manutenção da guerra, ao invés de combater o terrorismo, acaba levando mais jovens a aderirem a ideologias extremistas.
Apresentada pela Jordânia, a resolução em discussão recebeu o apoio de diversos países árabes, incluindo Arábia Saudita, Bahrein, Egito, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait, Líbano, Qatar, Yemen e Omã, além de nações como Rússia, África do Sul e Turquia, entre outras.
Apesar das críticas dos Estados Unidos, a resolução pede a libertação imediata e incondicional de todos os civis mantidos em cativeiro ilegalmente. Ela também exige uma trégua humanitária duradoura que leve ao cessar das hostilidades e reforça a importância de cumprir o direito internacional e garantir o acesso dos civis em Gaza a bens e serviços essenciais.
Por fim, a resolução afirma que uma solução justa e duradoura para o conflito entre israelenses e palestinos só pode ser alcançada por meios pacíficos, em conformidade com as resoluções relevantes das Nações Unidas e o direito internacional, e com base na solução de dois Estados.









