
BRASIL – Combustível sob controle das Nações Unidas em Gaza deve acabar hoje e afetar ajuda humanitária
No entanto, representantes da ONU afirmam que, sem combustível, a região não poderá receber ajuda humanitária. A URRWA, a maior fornecedora humanitária em Gaza, já alertou que, caso o combustível não seja autorizado a entrar imediatamente, todas as operações serão interrompidas. Isso significa que as pessoas em Gaza ficarão sem acesso à água potável, hospitais deixarão de funcionar e a operação de ajuda como um todo será reduzida.
A crise energética em Gaza já dura desde 11 de outubro, quando o fornecimento de eletricidade foi cortado. Isso fez com que hospitais e instalações de abastecimento de água ficassem dependentes de geradores de reserva alimentados por combustível. A UNRWA utiliza combustível para o transporte de pessoas e mercadorias, bem como para os equipamentos de dessalinização de água nos abrigos.
Dos três equipamentos de dessalinização da Agência da ONU, apenas um estava funcionando com apenas 7% da capacidade. Isso significa que a água potável está se tornando cada vez mais escassa em Gaza. Além disso, as padarias que fornecem pão para a população estão enfrentando dificuldades devido à escassez de combustível. Muitas delas estão em risco de fechamento, e filas longas se formam antes do amanhecer.
O embaixador de Israel nas Nações Unidas, Gilad Erdan, afirmou que o Hamas possui reservas significativas de combustível em Gaza. Ele afirmou que o Hamas está usando o combustível para financiar sua “máquina de guerra” contra Israel. A Embaixada de Israel no Brasil também divulgou uma nota dizendo que hospitais e instituições em Gaza estão usando energia solar para funcionar.
No entanto, a situação em Gaza é desesperadora e a ajuda humanitária é fundamental para garantir a sobrevivência da população. A interrupção das operações da URRWA terá um impacto devastador, deixando as pessoas em Gaza sem acesso a serviços básicos, como água potável e atendimento médico adequado. É urgente que as autoridades israelenses permitam a entrada de combustível e ajuda humanitária em Gaza para evitar uma catástrofe humanitária ainda maior.









