BRASIL – Ministério da Educação prorroga prazo para pactuar metas do Programa Escola em Tempo Integral em estados em calamidade pública.

O Ministério da Educação anunciou nesta sexta-feira (20) a prorrogação do prazo para pactuação de metas do Programa Escola em Tempo Integral nos municípios e estados que decretaram estado de calamidade pública. A medida, que havia sido estabelecida anteriormente até o dia 15 de outubro, agora terá validade até o dia 24.

Nesta etapa de pactuação, cada unidade federativa deve entrar no Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (Simec) para indicar o total de matrículas pretendidas. Além disso, é necessário informar em quais segmentos serão criadas as vagas: creche, pré-escola, ensino fundamental ou ensino médio.

As secretarias de educação também devem apresentar a Política de Educação Integral, no caso dos municípios que já a tenham criado. Essa segunda etapa do programa contou com a adesão de todos os estados brasileiros e 86% das cidades do país.

No entanto, alguns estados enfrentavam situações decorrentes de eventos climáticos, como chuvas intensas, seca e queimadas, o que motivou a prorrogação do prazo para pactuação das metas. Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Amazonas foram alguns dos estados afetados.

Atualmente, o programa segue em sua terceira etapa, que prevê a redistribuição das matrículas não pactuadas até o dia 31 de outubro. Nessa fase, as secretarias de educação têm a oportunidade de ampliar a quantidade de matrículas inicialmente pactuadas.

O Programa Escola em Tempo Integral foi criado em agosto deste ano com o objetivo de ampliar as vagas de ensino integral em todo o ensino básico. A meta é alcançar 1 milhão de matrículas nessa modalidade até 2023 e 3,2 milhões até 2026.

Para que uma vaga seja considerada ensino em tempo integral, a Lei nº 14.640/2023 estabelece um mínimo de sete horas diárias, ou 35 horas semanais, de atividades escolares em dois turnos.

Com a prorrogação do prazo para pactuação das metas, o Ministério da Educação busca garantir que todos os estados e municípios possam participar do Programa Escola em Tempo Integral, contribuindo para a ampliação das vagas de ensino integral em todo o país.