
BRASIL – Governo brasileiro estima retirar 900 brasileiros de Israel e Palestina em meio ao conflito entre Israel e Hamas.
Segundo Damasceno, as listas de brasileiros estão sendo coordenadas com o Ministério das Relações Exteriores, que está priorizando a repatriação daqueles que residem no Brasil ou que não possuem passagem de volta. Até o momento, cerca de 1.700 brasileiros manifestaram interesse em retornar ao país devido ao conflito entre Israel e o grupo Hamas, que teve início no fim de semana. A maioria desses brasileiros é composta por turistas que estavam em Israel. Três brasileiros ainda estão desaparecidos.
Diante da incerteza sobre os voos de repatriação, o Ministério das Relações Exteriores recomenda que todos os brasileiros que possuem passagens aéreas ou condições financeiras embarquem em voos comerciais do aeroporto Ben-Gurion, que continua em operação.
Foram reservadas seis aeronaves para a retirada dos brasileiros. O segundo avião da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou da Base Aérea de Brasília na segunda-feira, rumo a Roma, na Itália, e de lá seguirá para Tel Aviv, em Israel. O primeiro avião já está na capital italiana e deverá decolar em direção a Tel Aviv até esta terça-feira (10). Essas aeronaves têm capacidade para transportar até 230 passageiros.
No que diz respeito aos brasileiros que estão na Faixa de Gaza, a área mais afetada pelo conflito, o governo brasileiro está preparando um plano de evacuação coordenado pela Embaixada do Brasil no Cairo, Egito. O Itamaraty estima que pelo menos 30 brasileiros residam na Faixa de Gaza e outros 60 estejam em Ascalão e em áreas de conflito. Já na região de Israel, a embaixada brasileira está em contato com cerca de 1.000 brasileiros que manifestaram interesse em retornar ao Brasil.
O conflito entre Israel e o grupo Hamas tem se intensificado nos últimos dias. Israel convocou 300 mil reservistas, realizou mais de 2.000 bombardeios na Faixa de Gaza e impôs um bloqueio à região, impedindo a entrada de alimentos, água e combustível. O Hamas, por sua vez, ameaçou executar reféns israelenses para cada bomba que atingir civis. Até o momento, mais de 1.500 pessoas morreram, sendo 900 em Israel e 600 em Gaza. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, pediram ajuda humanitária e a intervenção da ONU para cessar a violência.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, propôs a formação de um governo de união nacional com líderes da oposição e enfatizou que as ações militares são apenas o início da retaliação ao Hamas. A situação na região continua delicada e o governo brasileiro está empenhado em garantir a segurança de seus cidadãos que estão na área de conflito.









