BRASIL – Veterinários do Ibama são enviados ao Amazonas para reabilitar botos após mortes em massa no Lago Tefé

O Instituto Brasil de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tomou medidas urgentes para auxiliar no atendimento aos botos no Lago Tefé, no Amazonas. Com mais de 140 botos e tucuxis mortos, a situação se tornou uma emergência ambiental que demanda ação imediata.

Para lidar com essa situação crítica, o Ibama enviou uma equipe de veterinários especializados em reabilitação de animais silvestres para o Centro de Triagem no local. Essa equipe irá trabalhar em conjunto com outros órgãos que já estão atuando na região para tentar salvaguardar essas espécies ameaçadas.

Visando coordenar todas as ações e esforços em relação a esse incidente, foi instalado um comando de incidentes em Tefé, com a liderança do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Diversas organizações estão prestando apoio nesse processo, como o Instituto Mamirauá e o Instituto de Proteção Ambiental da Amazônia (IPAAM).

As atividades concentram-se em monitorar os animais vivos, realizar necropsias das carcaças encontradas, coletar amostras para análise das possíveis causas do incidente e também examinar outras variáveis ambientais que possam estar contribuindo para essa situação alarmante. É importante destacar que protocolos sanitários estão sendo seguidos para a destinação correta das carcaças encontradas.

Uma das questões identificadas é o ferimento desses animais pelas lâminas de barcos a motor, já que a profundidade do lago não é suficiente para que eles consigam mergulhar e escapar das hélices. Esse problema faz-se necessária, portanto, ação para evitar que mais botos e tucuxis sejam feridos dessa forma.

Outro ponto que está sendo monitorado diariamente é a temperatura da água, que chega a ultrapassar 39ºC em alguns pontos do lago. Essa temperatura elevada pode diminuir a quantidade de oxigênio dissolvido e afetar a respiração dos peixes, levando a um aumento na taxa respiratória, resultando em morte por asfixia.

Além disso, a Capitania dos Portos de Tefé está auxiliando nas atividades de fiscalização, ordenamento e desobstrução do lago para facilitar o deslocamento dos animais em busca de trechos mais profundos. Essa medida tem o objetivo de evitar o agravamento da crise e proporcionar melhores condições para a sobrevivência dessas espécies.

O ICMBio também está acompanhando outro incidente na região de Alto Juruá, que envolve uma grande mortalidade de peixes. Ações estão sendo tomadas nesse caso também, visando entender o que está causando essa situação e buscar soluções para reverter esse quadro preocupante.

Em resumo, é fundamental que medidas sejam tomadas urgentemente para conter essa emergência ambiental no Lago Tefé e proteger as espécies de botos e tucuxis que estão em risco. Com a atuação conjunta de diversos órgãos e instituições, espera-se que seja possível reverter essa situação e preservar a biodiversidade da região amazônica.