
BRASIL – Liminar da Justiça do Trabalho determina operação do efetivo completo durante greve na CPTM em São Paulo.
Os ferroviários estão protestando contra a proposta de privatização desses setores e reivindicando melhores condições de trabalho. A decisão da juíza Raquel Gabbai de Oliveira, que atua no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), define os horários de pico como sendo das 4h às 10h da manhã e das 16h às 21h. A liminar abrange todos os responsáveis pelos serviços de operação de trens, incluindo maquinistas, funcionários das estações, equipe de segurança, manutenção e operação.
Além da determinação de manter o efetivo mínimo, a juíza proibiu a liberação de catracas durante a greve. Essa estratégia tem sido proposta pelos sindicatos como forma de manifestação, garantindo a continuidade do serviço. A CPTM alegou que a medida poderia causar tumultos e riscos de acidentes. Em caso de descumprimento da liminar, cada sindicato representante dos trabalhadores será multado em R$ 500 mil por dia.
A liminar também exige a presença de um oficial de justiça no Centro de Controle Operacional da CPTM na data prevista para a greve. A Agência Brasil entrou em contato com os sindicatos dos ferroviários para obter posicionamento sobre a decisão da Justiça, mas ainda aguarda retorno.
Essa determinação da Justiça do Trabalho busca conciliar o direito dos trabalhadores de se manifestarem e reivindicarem melhores condições de trabalho, com a garantia da continuidade dos serviços essenciais para a população. A CPTM é responsável por um dos principais meios de transporte utilizado pela população da região metropolitana de São Paulo, e uma paralisação total do sistema traria grandes impactos à cidade.
É importante aguardar as próximas movimentações dos sindicatos e acompanhar como a CPTM irá se posicionar em relação à liminar. Enquanto isso, a população precisa estar ciente da possibilidade de a greve afetar seus deslocamentos e, se necessário, buscar alternativas de transporte. A pressão sobre o governo estadual para dialogar com os trabalhadores e buscar soluções para suas reivindicações também deve aumentar nos próximos dias.









