
BRASIL – Ataque suicida em mesquita no Paquistão deixa pelo menos 52 mortos e mais de 100 feridos
Até o momento, nenhuma organização reivindicou a autoria do ataque, que ocorre em um momento em que há um aumento de atentados cometidos por grupos militantes no oeste do país, antes das eleições nacionais de janeiro de 2024. O inspetor-geral da polícia local, Munir Ahmed, informou à Reuters que o homem acionou o explosivo que carregava próximo ao veículo do vice-intendente da polícia. No momento do ataque, ocorria uma procissão religiosa na mesquita, envolvendo diversos grupos de crentes.
Um oficial da polícia de Mastung, Mohammad Javed Lehri, confirmou que entre os mortos está um oficial de alta patente que estava de serviço e acompanhava a procissão religiosa. O primeiro-ministro interino do Paquistão, Anwar-ul-Haq Kakar, condenou veementemente o atentado e manifestou condolências às famílias das vítimas. O ministro do Interior, Sarfraz Bugti, também classificou o ataque como um ato hediondo.
O Paquistão tem enfrentado uma série de ataques de grupos islâmicos desde o ano passado, após o término do cessar-fogo entre o governo e o Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), uma organização que reúne diversos grupos islâmicos sunitas. Em julho deste ano, mais de 40 pessoas foram mortas em um atentado suicida durante uma reunião de um partido político religioso na província de Khyber Pakhtunkhwa, no noroeste do país.
A situação vem gerando grande preocupação no país e medidas estão sendo tomadas para combater a violência e garantir a segurança da população. O ataque em Mastung é mais um episódio triste em uma série de eventos violentos que têm abalado o Paquistão nos últimos tempos. Autoridades e população esperam que as medidas adotadas sejam eficazes no combate ao terrorismo e na proteção dos cidadãos.









