
BRASIL – Greve no Metrô de São Paulo: quatro linhas devem parar no dia 3 de outubro em protesto contra privatizações e por melhores condições de trabalho
De acordo com a presidente do sindicato, Camila Duarte Lisboa, a greve é um movimento reivindicatório e de protesto. Ela ressaltou que nem todas as linhas do Metrô aderirão à greve devido à pressão dos patrões e ao ambiente de organização sindical difícil nas linhas privatizadas, como as linhas 4 e 5.
Os sindicalistas destacaram os problemas enfrentados nas linhas privatizadas, como a ocorrência frequente de falhas, atrasos, descarrilamentos e até colisões na plataforma. Além disso, chamaram a atenção para a insalubridade dos locais de trabalho e a sobrecarga de tarefas.
Segundo Camila, as privatizações sinalizadas pelo governo do estado são preocupantes, uma vez que podem resultar em aumento no valor das passagens e da tarifa da água. Ela citou como exemplo as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda do trem de São Paulo, que passaram a ser geridas pela ViaMobilidade e têm apresentado frequentes problemas.
Além dos metroviários, os trabalhadores da Sabesp também se mobilizarão durante a greve. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente (Sintaema), José Faggian, garantiu que não haverá colapso no sistema de fornecimento de água, mas ressaltou os riscos da privatização do serviço de saneamento básico para a população, uma vez que a falta de água potável e esgoto adequado impacta diretamente na saúde das pessoas.
Faggian destacou a importância do saneamento básico para a saúde da população, lembrando que isso afeta até mesmo a taxa de mortalidade infantil. Ele elogiou a cobertura do serviço universalizado da Sabesp, que está presente em 310 dos 375 municípios em que a empresa opera.
A Agência Brasil entrou em contato com a ViaMobilidade, o Metrô de São Paulo, a Sabesp e o governo de São Paulo, mas aguarda retorno.









