
BRASIL – Dia Mundial Contra a Raiva reforça importância da vacinação de cães e gatos para proteção de humanos.
A coordenadora de vigilância de zoonoses do Rio de Janeiro, a médica veterinária Taliha Perez, ressalta a importância da imunização dos animais domésticos, enfatizando que a raiva é uma zoonose, ou seja, uma doença que pode ser transmitida dos animais para os humanos. Ela alerta que a raiva é uma doença 100% letal, com poucos casos de sobrevivência, e mesmo aqueles que conseguem sobreviver ficam em condições vegetativas. Por isso, é fundamental cuidar da vacinação dos animais de estimação.
A vacinação contra a raiva é uma preocupação para muitos proprietários de animais. A economista Maíra Leão, por exemplo, não deixa de vacinar suas cadelas, pois não quer que elas sofram com a raiva. Ela ressalta que suas cadelas frequentam a pracinha e brincam com outros cachorros, portanto, é essencial manter a vacinação em dia.
A aposentada Marta Maria da Silva também levou seu animalzinho com paralisia para ser vacinado, destacando a importância de proteger tanto os animais quanto as pessoas contra essa doença.
A técnica de enfermagem Kátia Gusmão Câmara, com sua gatinha no colo, chama a atenção para o fato de que a maioria das pessoas associa a raiva apenas a cachorros, mas é necessário também vacinar os gatos, pois eles também podem ser afetados pela doença.
A preocupação com a raiva cresceu recentemente, quando um cão testou positivo para o vírus em São Paulo, no final de agosto. Essa foi a primeira infecção em um cachorro na região desde 1997. Vale destacar que a raiva é uma doença infecciosa que afeta os mamíferos e não tem cura.
Segundo dados do Ministério da Saúde, a vacinação tem contribuído para a redução dos casos no país. Em 1999, foram registrados 1,2 mil cachorros com raiva, enquanto em 2022 foram apenas sete casos. Atualmente, a maior parte dos casos ocorre em animais silvestres. Quanto aos seres humanos, desde 2010 foram registrados 47 casos no Brasil, sendo que nove foram infectados por cachorros, quatro por gatos e a maioria, 24 casos, por morcegos. Também foram registradas transmissões por outros animais, como raposas e macacos.
É importante lembrar que os animais com raiva apresentam sintomas como dificuldade em beber água e agressividade incomum. Em caso de suspeita, é fundamental levar o animal a um veterinário. Se uma pessoa for mordida por um animal suspeito, é preciso lavar o local do ataque com água e sabão e buscar atendimento médico o mais rápido possível.
A vacinação contra a raiva é essencial para proteger os animais de estimação e também para prevenir a transmissão da doença para os humanos. Portanto, é importante que cada pessoa faça a sua parte e leve seu animal para ser vacinado regularmente.









