
BRASIL – Brasil sobe cinco posições e lidera ranking de inovação na América Latina e Caribe, segundo Índice Global de Inovação.
Além disso, o Brasil agora lidera o ranking de países da América Latina e Caribe, ultrapassando pela primeira vez o Chile, que está na 52ª posição. Essas informações foram divulgadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (27) e serão apresentadas durante o 10º Congresso Internacional de Inovação da Indústria, que está em curso no São Paulo Expo.
Comparado aos outros países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil ocupa o terceiro lugar, ficando à frente da Rússia (51ª posição) e da África do Sul (59ª posição). A China está na 12ª colocação, enquanto a Índia ocupa o 40º lugar.
O desempenho do Brasil no IGI foi impulsionado por indicadores como serviços governamentais online (14ª posição) e participação eletrônica (11ª posição). O país também se destaca pelo valor de seus 16 unicórnios, ocupando a 22ª posição, e por seus ativos intangíveis, ficando na 31ª posição. Em relação às marcas registradas, o Brasil está em 13º lugar no cenário global, enquanto no valor global de suas marcas alcançou a 39ª colocação.
Entre os dez países mais bem classificados no IGI, estão Suíça, Suécia, Estados Unidos, Reino Unido, Singapura, Finlândia, Holanda, Alemanha, Dinamarca e Coreia do Sul.
O IGI é divulgado anualmente desde 2007 pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI – WIPO) em parceria com o Instituto Portulans e colaboração de parceiros internacionais. No caso do Brasil, a CNI e a Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) são parceiras na produção e divulgação do índice desde 2017.
Apesar do avanço conquistado, o Brasil ainda está aquém de seu potencial. O país possui a 10ª maior economia do mundo, mas sua colocação no IGI não reflete plenamente sua capacidade de inovação. O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, acredita que o Brasil pode continuar subindo no ranking por meio de investimentos e políticas voltadas para ciência, tecnologia e inovação.
O cálculo do IGI é complexo e leva em consideração diferentes indicadores, divididos em “insumos de inovação” (inputs) e “resultados de inovação” (outputs). A primeira categoria engloba condições e elementos para apoiar atividades inovadoras, como educação, ambiente de negócios e recursos humanos especializados. Já a segunda categoria representa o desempenho dos países em termos de inovação produzida, como produção científica, patentes e desenvolvimento de novos produtos, serviços e processos.









