
BRASIL – “Tesouro Direto registra maior aumento mensal de investidores da série histórica, atingindo marca de 2,3 milhões de pessoas ativas”
As estatísticas divulgadas nesta terça-feira (26) em Brasília revelaram que o número de investidores cadastrados no programa de venda de títulos públicos aumentou em 468.954 pessoas em relação a agosto de 2022. Esse aumento representa um crescimento de 23,3%, chegando ao total de 25.475.824 investidores.
Um dado relevante é que, no mês de lançamento do Tesouro Educa+, 10% dos novos investidores cadastrados estão na faixa etária de até 15 anos. Esse percentual é significativo quando comparado ao percentual de 0,5% de investidores nessa mesma faixa etária no total de investidores cadastrados. Os investidores estão buscando essa opção de investimento para custear os estudos de seus filhos e também para sua própria educação.
Uma novidade importante é a comercialização do Tesouro Educa+, título que permite ao comprador conquistar uma renda complementar para custear estudos. Esse título não está disponível apenas para pais que desejam investir na educação dos filhos, mas também para pessoas de qualquer idade que têm interesse em fazer um curso no médio prazo, como especializações, mestrados e doutorados.
Para incentivar ainda mais a adesão ao Tesouro Educa+, o Tesouro Nacional realizará sorteios de até R$ 50 mil para os investidores desse título até dezembro.
Outro fator que demonstra o interesse dos pequenos investidores pelo Tesouro Direto é o considerável número de vendas de até R$ 5 mil. Essas vendas representaram 85,2% do total de 687.707 operações ocorridas em agosto. As aplicações de até R$ 1 mil representaram 65,5% do total. O valor médio por operação foi de R$ 5.320,86.
Os investidores têm mostrado preferência pelos papéis de médio prazo. As vendas de títulos com prazo de um a cinco anos representaram 38%, enquanto as vendas de títulos com prazo de cinco a dez anos corresponderam a 46,7% do total. Os papéis com prazo de mais de dez anos representaram 15,3% das vendas.
Em relação às operações, as vendas de títulos do Tesouro Direto superaram os resgates em R$ 607,9 milhões em agosto deste ano. As vendas totalizaram R$ 3,659 bilhões, enquanto os resgates atingiram R$ 3,051 bilhões. Desse total, R$ 2,835 bilhões foram referentes a recompras de títulos públicos e R$ 216,2 milhões foram por vencimentos.
Os títulos corrigidos pela taxa Selic foram os mais procurados pelos investidores, representando 66,2% do total. Isso ocorre devido ao alto nível da taxa Selic, que vem sendo elevada desde março de 2021. Apesar da expectativa de queda dos juros básicos neste semestre, os investidores continuam interessados nesses títulos.
Os títulos vinculados à inflação (IPCA) representaram 22% das vendas, enquanto os títulos prefixados, com juros definidos no momento da emissão, correspondem a 11,8% do total.
Por fim, o estoque total do Tesouro Direto fechou o mês de agosto em R$ 121,6 bilhões, o que representa um aumento de 1,4% em relação ao mês anterior e de 23,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
O Tesouro Direto foi criado em 2002 com o objetivo de facilitar o acesso de pessoas físicas aos títulos públicos. A venda desses títulos é uma forma que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Os investidores interessados em participar do Tesouro Direto precisam pagar uma taxa para a corretora responsável pela custódia dos títulos. Mais informações podem ser obtidas no site do Tesouro Direto.









