BRASIL – Governo federal desmente fake news sobre adoção de banheiros unissex nas escolas após resolução do Conselho Nacional dos Direitos LGBTQIA+.

O governo federal veio a público desmentir uma fake news que circulou nas redes sociais sobre uma suposta obrigação da adoção de banheiros unissex nas escolas. A notícia falsa começou a se espalhar após a publicação de uma resolução na última sexta-feira (22) que trata dos parâmetros para o acesso e permanência de pessoas trans e não binárias nas instituições de ensino.

A resolução em questão é de autoria do Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ e estabelece diretrizes para garantir a inclusão e a igualdade de tratamento no ambiente escolar. O texto prevê que as instituições de ensino devem permitir o uso do nome social nos formulários de matrícula, registro de frequência, avaliação e demais sistemas de informação utilizados pelas escolas.

Além disso, a resolução determina que os alunos tenham acesso aos banheiros, vestiários e espaços segregados por gênero de acordo com sua identidade de gênero. No entanto, a resolução não obriga a adoção de banheiros unissex, como foi difundido erroneamente.

Após a publicação da resolução, alguns parlamentares começaram a disseminar informações falsas sobre o tema. Um deles, por exemplo, afirmou em um vídeo divulgado em uma rede social que o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania havia instituído banheiros unissex em todas as escolas do país.

Em resposta, o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania esclareceu que a resolução não possui caráter legal ou de obrigatoriedade e que não menciona banheiros unissex. O órgão ainda ressaltou que o documento apenas formula orientações para o reconhecimento institucional da identidade de gênero e sua operacionalização.

Diante da disseminação das fake news, o ministro de Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, acionou a Advocacia-Geral da União para que seja feita uma apuração sobre o caso. O ministro destacou que aqueles que usam a mentira como meio de fazer política e propagam ódio contra minorias devem ser responsabilizados.

Nesse sentido, é importante ressaltar a importância do combate às fake news, que podem disseminar desinformação e causar prejuízos à sociedade. É fundamental que os usuários das redes sociais sejam críticos em relação às informações que recebem e busquem fontes confiáveis antes de compartilhá-las. A disseminação de notícias falsas é um problema sério que demanda uma ação conjunta de governos, empresas de tecnologia e sociedade civil.