BRASIL – Governo se compromete a tirar o Brasil do mapa da fome novamente, afirma ministro do Desenvolvimento e Assistência Social

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, comentou a fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) e ressaltou o compromisso do governo em retirar o Brasil do mapa da fome. Durante uma entrevista a emissoras de rádio no programa “Bom Dia, Ministro”, Dias destacou que no momento atual, cerca de 33 milhões de brasileiros ainda sofrem com a fome.

Dias afirmou categoricamente que o governo está empenhado em tirar o país mais uma vez dessa situação, mencionando o Plano Brasil sem Fome, lançado por Lula no Piauí, como uma importante iniciativa nesse sentido. Ele frisou a importância de garantir transferência de renda, complemento de alimentação, e trabalhar para superar a pobreza e promover a inclusão social.

Uma outra questão abordada pelo ministro foi o aumento da pobreza no Brasil. Segundo ele, em 2018 o país havia alcançado o menor índice de pobreza, mas agora o número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza atingiu um patamar alarmante: 94 milhões de brasileiros inscritos no Cadastro Único, representando cerca de 45% da população. Ele também mencionou o aumento do número de pessoas em situação de extrema pobreza, que atualmente chega a 55 milhões de beneficiários do Auxílio Brasil.

Dias demonstrou orgulho diante da fala de Lula na ONU e destacou a preocupação do presidente com os mais pobres. Segundo ele, Lula desafiou o mundo e colocou na mesa questões como a fome, a pobreza, as guerras e os desrespeitos aos seres humanos. Ele também enfatizou a necessidade de o mundo priorizar essas questões e criticou o fato de serem destinados mais de US$ 1 trilhão por ano para guerras, enquanto a fome e a redução da pobreza são negligenciadas.

Para Dias, a fala de Lula impõe um desafio adicional à equipe do ministério. Ele ressaltou o compromisso em enfrentar essa realidade e reforçou a importância de uma decisão política global para combater a fome e a pobreza, enfatizando que é necessário que o mundo invista nessa causa humanitária.