
BRASIL – 2º Congresso Brasileiro de Trilhas debate políticas públicas para o desenvolvimento sustentável das trilhas de longo curso no Rio de Janeiro.
O congresso tem como objetivo apresentar casos de sucesso relacionados às políticas de desenvolvimento e estruturação das trilhas de longo curso, abordando temas como governança, sinalização padronizada, manejo de trilhas, capacitação, empreendedorismo, voluntariado, ecoturismo, turismo de base comunitária, lazer e interação com a natureza.
Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da Rede Brasileira de Trilhas, Hugo de Castro, afirmou que o congresso busca discutir a implementação de um instrumento para o desenvolvimento sustentável nas comunidades que são atravessadas por trilhas, além de uma melhor distribuição de renda nos municípios mais distantes.
O evento reúne mais de duas mil pessoas, entre especialistas, profissionais da conservação e do turismo, gestores públicos e privados, bem como entusiastas do tema. Durante os dias de congresso, serão realizadas palestras, oficinas, discussões de políticas e trocas de experiências.
O diretor da Rede Brasileira de Trilhas e membro fundador da Trilha Transcarioca, Pedro da Cunha e Menezes, explicou que a rede está em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, o Ministério do Turismo e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Segundo ele, a responsabilidade das organizações é conseguir financiamento para as ações.
O congresso tem como propósito mudar a forma como as trilhas são compreendidas, preservadas e promovidas, e busca evidenciar diferentes experiências e iniciativas no Brasil e no mundo. Além disso, visa fomentar um modelo de turismo sustentável nos municípios, abordando desde questões técnicas como sinalização até desafios e oportunidades na gestão e fomento das rotas.
Outro evento que ocorre simultaneamente ao congresso é o 1º Seminário Técnico-Científico da Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso, realizado nesta quarta-feira. O seminário tem como objetivo articular iniciativas governamentais e não governamentais para a conservação e restauração de ecossistemas através das trilhas de longo curso, visando benefícios para as pessoas e para a natureza.
Durante o seminário, serão promovidos debates sobre temas como perspectivas científicas e experiências internacionais relacionadas aos corredores ecológicos das trilhas, impactos sobre a biodiversidade, monitoramento da biodiversidade e geração de renda. A trilha é considerada uma ferramenta de conservação, além de proporcionar recreação e geração de renda.
O congresso e o seminário reforçam a importância das trilhas de longo curso como um recurso valioso para a conservação ambiental, o turismo sustentável e o desenvolvimento das comunidades locais. A implementação de políticas públicas específicas para esse setor é fundamental para garantir a preservação dos recursos naturais e promover a sustentabilidade socioeconômica das regiões envolvidas.









