BRASIL – Ministros da Fazenda e do Meio Ambiente defendem que Brasil agregue valor às matérias-primas com energia verde para fabricar produtos sustentáveis.

Os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Meio Ambiente, Marina Silva, estiveram em Nova York nesta segunda-feira (18) para participar do seminário Brasil em Foco: Mais Verde e Comprometido com o Desenvolvimento Sustentável. O objetivo do evento, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), foi discutir formas de agregar valor às matérias-primas do país por meio do uso da energia verde na fabricação de produtos sustentáveis.

Durante sua participação no seminário, Haddad destacou a importância de o Brasil se tornar não apenas um exportador de energia verde, mas também utilizá-la para a produção de produtos sustentáveis. Segundo ele, o país pode se tornar um exportador de energia limpa ao exportar lítio e hidrogênio, mas também pode aproveitar uma parte dessa energia para a produção de produtos verdes. O vice-presidente Geraldo Alckmin, que é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, também está envolvido nessa agenda, uma vez que a neoindustrialização é de responsabilidade de sua pasta.

Haddad ressaltou que não há separação entre sustentabilidade e desenvolvimento e que o futuro pertence ao desenvolvimento sustentável. Ele acredita que o Brasil pode desempenhar um papel importante nesse cenário, desde que saiba lidar com suas parcerias. O ministro espera que seja aprovado no segundo semestre o acordo entre Mercosul e União Europeia, o que possibilitaria ao país mostrar que está aberto a negócios verdes. Além disso, Haddad mencionou as expectativas com a reunião bilateral entre os presidentes Lula e Joe Biden, dos Estados Unidos.

Marina Silva, por sua vez, destacou algumas declarações do presidente Lula, que afirmou que o Brasil será um grande exportador de sustentabilidade. A ministra acredita que ao produzir agricultura de baixo carbono, hidrogênio verde e promover o manejo florestal com valor agregado, o país poderá exportar sustentabilidade. Ela também ressaltou a importância das parcerias entre empresas estatais e privadas, como a associação entre a Petrobras e a WEG para a produção de equipamentos voltados à geração de energia eólica.

Marina e Haddad concordam que o Brasil tem potencial para se tornar um exportador de energia limpa e produtos sustentáveis. Para isso, é fundamental promover parcerias, tanto nacionais quanto internacionais, e utilizar as compras governamentais como meio de transferir tecnologia para o país. A expectativa é que o Brasil possa se destacar no cenário global como um grande exportador de sustentabilidade, contribuindo para a preservação do planeta e o desenvolvimento social e econômico.