BRASIL – Estudantes de medicina da Unisa são repudiados por atitude de nudez e toque nos órgãos genitais durante jogo de vôlei feminino.

O Ministério das Mulheres pronunciou-se nesta segunda-feira (18) condenando a atitude dos estudantes do curso de medicina da Universidade Santo Amaro (Unisa), em São Paulo. Durante um jogo de vôlei entre mulheres, os alunos ficaram nús e tocaram em seus órgãos genitais. O ministério afirmou que esse tipo de comportamento não pode ser normalizado e deve ser combatido com o rigor da lei.

Em uma publicação nas redes sociais, o Ministério das Mulheres destacou a importância de romper com a cultura misógina e combater todas as formas de violência de gênero. Além disso, reforçou o compromisso em garantir a participação das estudantes como cidadãs, em parceria com o Ministério da Educação. O objetivo é transformar as universidades em espaços seguros, livres de violência.

No último final de semana, vídeos e fotos dos estudantes de medicina da Unisa correndo nús e tocando em suas partes íntimas se espalharam pelas redes sociais. Esses alunos estavam com as calças abaixadas enquanto o time de vôlei feminino da Unisa jogava contra estudantes do Centro Universitário São Camilo.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, classificou o episódio como repulsivo, indesejável e absurdo. No entanto, explicou que as forças de segurança nacionais só podem atuar se houver uma falha do sistema estadual. Neste caso, a atribuição funcional é da Polícia Civil do estado de São Paulo.

De acordo com o Centro Universitário São Camilo, o evento ocorreu durante a Calomed, que é um encontro universitário de estudantes de medicina. As alunas do curso de Medicina do São Camilo participaram do evento e jogaram contra a equipe da Unisa. No entanto, nenhuma denúncia sobre importunação sexual foi registrada pelas alunas naquele momento.

O São Camilo manifestou solidariedade e apoio às suas alunas, repudiando qualquer ato que possa atentar contra as mulheres e a dignidade humana. A instituição ressaltou a importância de prevalecer o pudor e os bons costumes, especialmente em ambientes acadêmicos.

A Associação Atlética Acadêmica José Douglas Dallora (A.A.A.J.D.D), da Universidade Santo Amaro, também se posicionou em nota, afirmando que as imagens divulgadas não são contemporâneas e não representam os princípios e valores pregados pela associação. A associação não tolera ou compactua com atos de abuso ou discriminação.

O Centro Acadêmico Rubens Monteiro de Arruda (Carma), da Faculdade de Medicina Santo Amaro, expressou repúdio às atitudes dos estudantes nos vídeos divulgados, afirmando que tais ações são um retrocesso para a universidade e não representam a instituição.

A União Nacional dos Estudantes (UNE) também se manifestou sobre o episódio, condenando a atitude dos estudantes da Unisa e destacando a necessidade de combater a cultura machista presente dentro e fora das universidades. A UNE defende que a Unisa se posicione e que os envolvidos sejam responsabilizados criminalmente.

A Agência Brasil entrou em contato com a Unisa, mas não obteve retorno. É importante ressaltar a gravidade desse tipo de comportamento e a necessidade de ações concretas para combater a violência de gênero e promover um ambiente acadêmico seguro e inclusivo para todos.