
BRASIL – Presidente Lula critica modelo de negócios de multinacionais de tecnologia durante Cúpula do G77 + China em Havana
O G77 + China, criado em 1964 com 77 países-membros, é composto atualmente por 134 nações em desenvolvimento do Sul global, incluindo países da Ásia, África e América Latina. O bloco uniu-se à China na década de 1990 e sob a presidência de Cuba, o tema deste ano é particularmente relevante, já que o encontro busca discutir o papel da ciência, tecnologia e inovação no desenvolvimento.
Lula iniciou seu discurso condenando o isolamento imposto a Cuba por outras nações e rechaçou a inclusão do país na lista de Estados patrocinadores do terrorismo. Além disso, ele defendeu o pacto global digital da ONU e cobrou financiamento climático de todos os países em desenvolvimento.
Após a Cúpula, Lula cumprirá uma agenda de trabalho com o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel. Essa visita marca a primeira viagem oficial de um mandatário brasileiro a Cuba em nove anos. A última ocorreu em 2014, quando a ex-presidente Dilma Rousseff esteve na capital cubana.
Em seguida, Lula seguirá para Nova York, nos Estados Unidos, onde fará o primeiro discurso do debate geral de chefes de Estado da 78ª Assembleia Geral da ONU. Essa será a oitava vez que ele abrirá o debate geral dos chefes de Estado. Durante seus dois primeiros mandatos como presidente do Brasil, Lula faltou apenas em 2010.
Além do discurso, Lula participará do lançamento de uma iniciativa global para promoção do trabalho decente, ao lado do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Estão previstas ainda diversas reuniões bilaterais, multilaterais e ministeriais entre os países participantes e organismos internacionais.
O presidente brasileiro viajará aos Estados Unidos acompanhado de ministros que participarão de reuniões temáticas sobre direitos humanos, saúde e desarmamento.









