
BRASIL – “Mulheres vítimas de violência doméstica terão direito a auxílio-aluguel para fugir do relacionamento abusivo, diz nova lei”
A lei, que altera aspectos da conhecida Lei Maria da Penha, foi aprovada no mês passado pelo Congresso Nacional e agora passa a valer em todo o país. De acordo com o texto, o auxílio-aluguel terá uma duração máxima de seis meses e será custeado pelos estados, municípios ou pelo Distrito Federal, utilizando recursos destinados à assistência social. No entanto, é importante ressaltar que a decisão de pagar esse aluguel fica a cargo do juiz responsável pelo caso de violência doméstica.
Segundo informações do governo federal, a proposta recebeu parecer favorável do Ministério das Mulheres por considerar que apenas 134 municípios brasileiros possuem casas-abrigo para mulheres vítimas de violência, e outros 43 são mantidos pelos governos estaduais em todo o país. Diante disso, o auxílio-aluguel surge como uma alternativa viável e necessária para garantir a segurança dessas mulheres.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelam que cerca de 18,6 milhões de mulheres foram vítimas de violência no Brasil em 2022. Além disso, constatou-se que, em média, essas vítimas foram agredidas quatro vezes ao longo do último ano. Outro dado alarmante é o número de agressões sofridas por mulheres divorciadas, que ficou em uma média de nove agressões em 2022.
Portanto, fica evidente a importância dessa nova lei para a proteção das mulheres vítimas de violência doméstica e em situação de vulnerabilidade socioeconômica. O auxílio-aluguel se mostra como uma medida efetiva para auxiliá-las a saírem de um ambiente abusivo e buscar uma vida digna e segura. A partir de agora, é fundamental que os estados, municípios e o Distrito Federal se organizem para garantir a implementação efetiva dessa nova medida e garantir a proteção dessas mulheres que tanto necessitam.









