
BRASIL – Marcha das Mulheres Indígenas reúne cerca de 5 mil participantes em Brasília em defesa da biodiversidade e igualdade de gênero.
A marcha, que começou no último domingo (10), atraiu cerca de 5 mil participantes, de acordo com os organizadores. Diversas lideranças indígenas se juntaram ao grupo, incluindo a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, que demonstrou seu apoio à manifestação através das redes sociais.
Com faixas, cartazes, maracas, apitos e adereços indígenas, as mulheres entoavam cantos tradicionais e palavras de ordem. Uma das principais pautas da marcha é a luta contra o Marco Temporal, tese jurídica que limita os direitos constitucionais dos povos indígenas às terras que já ocupavam ou reivindicavam em 1988.
O lema da marcha, “Mulheres Biomas em Defesa da Biodiversidade pelas Raízes Ancestrais”, evidencia a importância da preservação ambiental e da igualdade de gênero. As organizadoras reivindicam acesso a cuidados de saúde de qualidade, educação e oportunidades econômicas, além de exigir o fim da violência contra as mulheres indígenas.
Além das representantes brasileiras, a marcha também contou com a participação de movimentos sociais de outros países, como o Peru, Estados Unidos e Malásia. A presença dessas mulheres de diferentes regiões do Brasil e de diversos continentes mostra a união em prol da defesa dos direitos indígenas e das causas ambientais.
Nesta quarta-feira (13), último dia da marcha, está previsto um debate com a participação de ministras de Estado. Como encerramento, haverá um show às 18h, com apresentações de artistas indígenas e convidadas.
A Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (Anmiga), entidade organizadora da marcha, destaca a importância de dar voz às mulheres indígenas, que enfrentam inúmeras injustiças e desafios ao longo de suas vidas. A associação reforça a necessidade de proteção da terra e dos recursos naturais, além da luta pelo fim da violência contra as mulheres indígenas.
A 3ª Marcha das Mulheres Indígenas é um marco na luta pelos direitos indígenas e pela igualdade de gênero. A mobilização das participantes, mesmo diante das adversidades climáticas, evidencia a determinação e o compromisso dessas mulheres em construir uma sociedade mais justa e igualitária.









