
BRASIL – Pessoas com maior nível de escolaridade têm menos tendência a acreditar em teorias conspiratórias, revela relatório da OCDE.
O relatório destaca que essas crenças em teorias conspiratórias são perigosas e geram desinformação na população. Segundo o texto, as teorias da conspiração têm sido consideradas fatores por trás do crescente populismo político e da relutância em seguir recomendações para limitar a propagação da covid-19. Além disso, a crença em teorias da conspiração está relacionada a práticas social e individualmente prejudiciais.
O relatório Education at a Glance 2023 reúne dados relacionados à educação de diferentes países. A pesquisa foi realizada em 2020, durante a pandemia, e contou com a participação de aproximadamente 32 países, incluindo membros da OCDE e candidatos a membros. Vale ressaltar que o Brasil não participou desse formulário.
A capacidade crítica dos alunos em avaliar informações corretamente é uma área que vem sendo pesquisada pela OCDE, segundo Manuela Fitzpatrick, técnica da organização. No Brasil, também está sendo discutida a criação de uma política nacional de educação midiática, que visa desenvolver habilidades para analisar, criar e participar de maneira crítica do ambiente informacional e midiático em todos os seus formatos.
Além do combate à desinformação, o relatório também aponta que pessoas com maior nível de escolaridade tendem a se engajar mais civicamente. Aproximadamente 25% das pessoas com ensino superior realizam trabalhos voluntários em organizações sem fins lucrativos, em comparação com menos de 12% daqueles que não concluíram o ensino médio. Da mesma forma, cerca de 10% das pessoas com ensino superior participam de manifestações públicas, enquanto apenas 6% daqueles com ensino médio incompleto o fazem.
O relatório Education at a Glance oferece um panorama sobre o estado da educação em todo o mundo. Ele fornece dados sobre estrutura, finanças e desempenho dos sistemas educativos nos países da OCDE e em países parceiros. Nesta edição, foram analisados dados de 49 países, incluindo o Brasil. Além disso, o relatório destaca a importância de garantir a aprendizagem contínua aos refugiados ucranianos, apresentando os resultados de uma pesquisa que avaliou as medidas adotadas pelos países para integrá-los em seus sistemas educativos.









