
BRASIL – Presidente Lula cobra que países ricos assumam maiores custos para combater o aquecimento global durante a Cúpula do G20.
Um levantamento da Defesa Civil do Rio Grande do Sul mostrou que o número de mortes causadas pelo ciclone chegou a 41, com 46 pessoas desaparecidas. Estima-se que mais de 120 mil pessoas foram afetadas pela tragédia. O presidente atribui a falta de compromisso dos países mais ricos a uma dívida histórica de dois séculos. Desde a COP de Copenhague em 2009, essas nações deveriam prover 100 bilhões de dólares por ano em financiamento climático aos países em desenvolvimento, mas essa promessa nunca foi cumprida.
Lula alertou para a emergência climática sem precedentes que estamos vivendo e ressaltou que se não agirmos com urgência, os impactos serão irreversíveis. Ele destacou que o aquecimento global está modificando o regime de chuvas e elevando o nível dos mares, o que resulta em secas, enchentes, tempestades e queimadas cada vez mais frequentes, minando a segurança alimentar e energética.
Uma crítica feita pelo presidente é que os países mais ricos não podem transferir suas responsabilidades para as nações do hemisfério Sul. Ele também mencionou que a falta de recursos para o combate às mudanças climáticas não é justificativa, uma vez que o mundo gastou 2,24 trilhões de dólares em armas no ano passado. Lula destacou que o Brasil tem feito a sua parte na proteção da floresta e no desenvolvimento sustentável da Amazônia, reduzindo o desmatamento em 48% nos primeiros oito meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.
Durante o período em que o Brasil estiver na presidência do G20, Lula anunciou que lançará uma “Força Tarefa para Mobilização Global contra a Mudança do Clima” e afirmou que é necessário chegar na COP 30, em 2025, com uma agenda climática equilibrada entre mitigação, adaptação, perdas e danos e financiamento, visando a sustentabilidade do planeta e a dignidade das pessoas. Assim, o presidente brasileiro deixou claro seu posicionamento em relação à responsabilidade dos países mais ricos na luta contra as mudanças climáticas e destacou a importância de ações urgentes para garantir a segurança e o bem-estar das populações mais afetadas.









