BRASIL – Uso de moedas locais no comércio entre países do Brics irá agilizar negociações e reduzir custos internacionais, diz ministro.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, declarou que o uso de moedas locais para as relações comerciais entre os países integrantes do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) vai agilizar o comércio e reduzir custos internacionais. Durante sua participação no programa “Bom Dia, Ministro”, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Mauro Vieira ressaltou que essa prática também contribuirá para fortalecer as moedas dos países envolvidos, desde que haja responsabilidade com as contas nacionais e um volume adequado de comércio.

Com o objetivo de tornar viável o uso de moedas locais nas relações comerciais entre os países do Brics, foi determinado aos ministros da economia que estudem mecanismos para a liquidação do comércio bilateral em suas respectivas moedas nacionais. Essa iniciativa permitirá que o Brasil, por exemplo, possa realizar pagamentos em Reais em suas operações internacionais de comércio, enquanto os outros países poderão receber em suas moedas próprias. Essa mudança visa a agilizar o comércio e reduzir os custos internacionais de pagamentos de transferência, eliminando custos bancários e custos de transferências internacionais.

Mauro Vieira lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia buscado o uso de moedas locais para esse tipo de comércio durante seus mandatos presidenciais anteriores. O ministro deixou claro que não se trata da criação de uma nova moeda, apenas da liquidação do comércio em moedas locais, eliminando custos extras para os países envolvidos.

Durante o programa, o ministro também falou sobre a posição do Brasil em relação ao conflito entre Rússia e Ucrânia, no leste europeu. Mauro Vieira enfatizou que o Brasil mantém relações diplomáticas com ambos os países e defende uma solução pacífica para o conflito. Ele destacou que o Brasil sempre foi contrário à guerra e que o presidente Lula tem feito apelos constantes pela paz. O Brasil condena a invasão da Rússia à Ucrânia.

Além disso, Mauro Vieira mencionou que o governo brasileiro está estudando a abertura de embaixadas e consulados em países africanos. O presidente Lula já havia prometido isso durante sua visita a Angola, onde anunciou a abertura de um consulado geral devido à presença de um grande número de brasileiros no país. O governo brasileiro está analisando a reabertura de embaixadas que foram fechadas e a abertura de novas representações em diferentes países do continente africano, buscando um equilíbrio na representação nas diferentes regiões da África.

Essas medidas demonstram a busca do Brasil por fortalecer as relações comerciais e diplomáticas com outros países e regiões. O uso de moedas locais no comércio internacional facilitará as transações e reduzirá os custos envolvidos. Além disso, o Brasil demonstra sua posição contrária à guerra e seu apoio à busca por soluções pacíficas em conflitos internacionais, como o caso da Rússia e Ucrânia. A abertura de embaixadas e consulados no continente africano também reforça o interesse brasileiro em estreitar laços políticos, culturais e sociais com os países africanos.