BRASIL – “Reserva Florestal do Parima é reclassificada como Floresta Nacional em medida assinada por Lula”

Uma área remanescente da Reserva Florestal do Parima, em Roraima, foi reclassificada como Floresta Nacional do Parima. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (6) por meio de um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com essa mudança, a região passa a ser caracterizada como uma Unidade de Conservação de Uso Sustentável, de acordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação.

Essa reclassificação era necessária pois a área estava sob a sobreposição da criação da Terra Indígena Yanomami, em 1992, e havia escapado à nova legislação. Agora, como Floresta Nacional, essa região poderá conciliar a conservação dos recursos naturais com o desenvolvimento sustentável, ampliando as unidades de conservação já existentes, como a Estação Ecológica de Maracá.

Entre as principais ações previstas para a nova Floresta Nacional do Parima estão a manutenção e proteção dos recursos hídricos e da biodiversidade, o manejo e uso sustentável dos recursos florestais e o apoio ao desenvolvimento de métodos de exploração sustentável. Além disso, vale ressaltar que o subsolo de toda a área da Flona está incluído, enquanto que um trecho da rodovia estadual RR-203, que atravessa a região, foi excluído da unidade.

Segundo o decreto, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) será responsável pela administração da Floresta Nacional do Parima. Essa medida reforça a importância da preservação ambiental e do uso sustentável dos recursos naturais, contribuindo para a proteção da rica biodiversidade da região e para a garantia de seu desenvolvimento econômico de forma responsável.

Essa reclassificação da área remanescente da Reserva Florestal do Parima como Floresta Nacional é um passo importante na busca pela conservação e uso sustentável dos recursos naturais. Com a sua gestão pelo ICMBio, espera-se que sejam implementadas medidas eficientes de proteção ambiental e incentivo ao desenvolvimento sustentável, garantindo assim um futuro mais equilibrado para a região. É fundamental que o poder público e a sociedade como um todo estejam engajados nesse processo, promovendo a conscientização e participando ativamente na preservação desse valioso patrimônio natural.