BRASIL – Ministro do STF suspende decisão da CPMI que proibiu fotógrafo Lula Marques de cobrir os trabalhos do colegiado.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, decidiu suspender, nesta quarta-feira (6), a decisão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos Golpistas que proibiu o fotógrafo Lula Marques, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), de cobrir os trabalhos do colegiado.

Considerando o pedido de liminar feito pela defesa do profissional, Fux concordou que a decisão da CPMI foi desproporcional. Em sua decisão, o ministro ressaltou a importância de garantir o pleno exercício da profissão e das liberdades comunicativas, fundamentais em um Estado Democrático de Direito.

O motivo do descredenciamento de Marques ocorreu após o fotógrafo capturar imagens das conversas do senador Jorge Seif (PL-SC) com uma jornalista durante uma operação da Polícia Federal. A alegação utilizada foi o suposto descumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

É importante ressaltar que a fotografia foi tirada durante uma reunião pública da comissão, que é transmitida ao vivo pela internet e pelos canais de televisão, sendo acompanhada por outros profissionais de imprensa, parlamentares e seus assessores.

Após tomar conhecimento da publicação da foto, Arthur Maia, presidente da CPMI, determinou o descredenciamento de Marques, alegando invasão de privacidade dos parlamentares. Mesmo com o apelo feito pelo presidente da EBC, Helio Doyle, e pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), para que a decisão fosse revogada, Arthur Maia manteve o descredenciamento.

A decisão do ministro Fux reverte a situação e garante que Lula Marques possa exercer plenamente sua profissão e cumprir seu papel como fotógrafo da EBC na cobertura dos trabalhos da CPMI. A suspensão da decisão da CPMI foi baseada na constatação de que os atos coatores são desproporcionais em relação à conduta do fotógrafo.

Essa decisão do STF ressalta a importância de garantir o pleno funcionamento da imprensa e o direito à liberdade de expressão jornalística. Além disso, demonstra que é necessário ponderar e equilibrar os direitos de privacidade e acesso à informação, assegurando que a imprensa possa realizar seu trabalho de maneira responsável e ética.

Em um momento em que a liberdade de imprensa tem sido alvo de ataques e restrições, essa decisão do ministro Fux é uma vitória para o exercício do jornalismo e para a transparência dos trabalhos parlamentares. Espera-se que essa decisão sirva como um marco importante na defesa das liberdades comunicativas e na garantia do acesso à informação por parte da imprensa.