
BRASIL – Estado de calamidade pública é decretado no Rio Grande do Sul após aumento para 36 o número de mortes em decorrência das chuvas intensas.
Entre as cidades atingidas, Muçum foi a mais afetada, registrando 14 óbitos. Roca Sales teve nove mortes, seguida por Lajeado, com três, e Estrela, Ibiraiaras, Cruzeiro do Sul, Mato Castelhano, Passo Fundo, Encantado e Santa Tereza, todas com dois óbitos cada. Além das vítimas fatais, 2.319 pessoas estão desabrigadas e 3.575 desalojadas, totalizando 5.894 pessoas afetadas.
Diante da gravidade da situação, o governo do estado irá decretar estado de calamidade pública ainda hoje. Essa medida permitirá a solicitação de ajuda humanitária e de recursos financeiros para auxiliar na assistência às vítimas e na reconstrução das áreas afetadas. Até o momento, os municípios de Santa Tereza e Nova Roma do Sul já decretaram situação de emergência.
O reconhecimento federal dessas situações de calamidade é essencial para a liberação dos recursos necessários. Os ministros da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta, estiveram no Rio Grande do Sul para garantir que não faltarão recursos para a assistência às vítimas. Em ocasiões anteriores, o governo federal destinou R$ 280 milhões para auxiliar os municípios afetados por ciclones.
Além disso, a Caixa Econômica Federal vai liberar o saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para os trabalhadores que residem nas áreas atingidas pelo ciclone extratropical. No entanto, é necessário que o município tenha a condição de calamidade pública reconhecida oficialmente pelo governo federal. Somente após essa liberação, a população poderá solicitar o saque do FGTS de forma digital, sem a necessidade de comparecer a uma agência bancária.
Diante do quadro triste e desolador causado pelas fortes chuvas, o ministro Waldez Góes ressaltou a importância da união e do diálogo entre os governos federal, estadual e municipal, assim como a participação dos parlamentares e da sociedade para otimizar a utilização dos recursos públicos disponíveis. A situação requer esforços conjuntos para resgatar, assistir, garantir ajuda humanitária, restabelecer e reconstruir as áreas afetadas.









