
BRASIL – Presidente do Banco Central reforça necessidade de combate às contas fantasmas para evitar crimes cometidos por meio do PIX.
Campos Neto destacou que, se não existissem essas contas fraudulentas, os fraudadores teriam que transferir o dinheiro roubado para uma conta identificável e rastreável, o que dificultaria a prática desses crimes. Portanto, é fundamental que o Banco Central ataque essa questão e trabalhe em conjunto com as instituições financeiras para aprimorar o controle de abertura de novas contas, dificultando a ação dos laranjas.
Fazendo uma crítica ao sistema bancário atual, o presidente do BC ressaltou a fragilidade na abertura de contas bancárias, afirmando que ainda existem muitas contas fantasmas e laranjas em circulação. Ele revelou que chegou a testar a vulnerabilidade do sistema ao abrir uma conta utilizando uma foto com definição baixa, quase irreconhecível, e conseguiu abrir a conta sem dificuldades.
Os dados mais recentes do BC mostram que o PIX já é amplamente utilizado no Brasil, contando com 133 milhões de pessoas e 11,9 milhões de empresas que realizam transações por meio dessa modalidade. O valor médio das transações entre pessoas físicas é de R$ 257, de acordo com a instituição.
Diante dessas informações, fica evidente a necessidade de medidas mais rigorosas para combater as contas fantasmas e de aluguel, a fim de garantir a segurança das transações realizadas pelo PIX. Além disso, é imprescindível que as instituições financeiras aperfeiçoem seus sistemas e a forma de abrir novas contas, para impedir a ação de criminosos que se utilizam do sistema bancário de forma fraudulenta.
O Banco Central tem o desafio de promover regulamentações e monitorar de perto as atividades bancárias, a fim de evitar que mais vítimas sejam prejudicadas por crimes cibernéticos. A segurança e confiabilidade do PIX são fundamentais tanto para os usuários quanto para o fortalecimento do sistema financeiro nacional.









