
BRASIL – Tragédia em Joanesburgo: Incêndio em prédio tira a vida de pelo menos 73 pessoas. Situação lamentável abala a cidade.
O incêndio começou por volta da 1h30 da madrugada e ainda estava em chamas às 10h da manhã. As causas estão sendo investigadas pelas autoridades locais. Segundo o porta-voz do Gerenciamento de Emergências de Johanesburgo, Robert Mulaudzi, o número de mortos tende a aumentar. Sete das vítimas eram crianças, sendo que a mais jovem tinha apenas 1 ano de idade. Os feridos estão recebendo tratamento em diversos centros de saúde.
O prédio, localizado na esquina das ruas Albert e Delvers, era um “alojamento informal” onde pessoas em situação de rua haviam se instalado sem acordos de arrendamento. Esses prédios abandonados e destruídos na região são frequentemente ocupados por pessoas que buscam desesperadamente um lugar para morar.
Mulaudzi ressaltou que a falta de informações sobre o número de pessoas que estavam dentro do prédio dificulta o resgate. Testemunhas relatam que o edifício abrigava cerca de 200 pessoas. As autoridades municipais referem-se a esses espaços como “edifícios sequestrados”, pois são ocupados sem autorização.
O estado de abandono do edifício é criticado pelas autoridades e testemunhas. Os serviços de emergência afirmam que não havia regulamentos de segurança no local. Relatos indicam que lençóis rasgados foram vistos pendurados nas janelas, sugerindo que algumas pessoas tentaram escapar das chamas.
Apesar do incêndio ter sido, em grande parte, controlado, ainda há fumaça saindo do prédio. Segundo Fahmida Miller, correspondente da Al Jazeera em Joanesburgo, nunca houve uma situação tão trágica em seus mais de 20 anos de serviço.
As investigações sobre as causas do incêndio e os esforços de resgate continuam. Pessoas próximas ao local buscam por informações sobre seus familiares desaparecidos, mas as autoridades alertam que as chances de encontrá-los com vida são mínimas.
Essa triste ocorrência no bloco de apartamentos abandonado em Johanesburgo chocou a população sul-africana e levanta questões sobre a falta de regulamentação e segurança em prédios ocupados por pessoas em situação de rua.









