
BRASIL – Projeto para regulamentar captura de CO2 é aprovado em Comissão do Senado.
A tecnologia de captura e armazenamento de CO2 é considerada uma das principais apostas dos cientistas para a redução das emissões de gases de efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global e pelas mudanças climáticas. O relator do projeto, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), destacou que essa legislação estabelecerá um marco legal efetivo para a implementação dessa tecnologia, permitindo a redução das emissões de gases em setores que enfrentam dificuldades de descarbonização por outros meios.
Veneziano citou alguns setores que podem se beneficiar da tecnologia de captura de CO2, como os setores de cimento, petroquímico, siderúrgico, produção de fertilizantes e refino do petróleo. Essas indústrias terão a possibilidade de reduzir suas emissões de forma mais eficiente, contribuindo para a mitigação dos efeitos do aquecimento global.
A captura e o armazenamento de carbono (CCS, na sigla em inglês) já são uma realidade em diversos países. Segundo a Agência Internacional de Energia (IAE), atualmente cerca de 40 milhões de toneladas de CO2 são capturadas da atmosfera por ano. A expectativa é que até 2030, 1,6 bilhão de toneladas de CO2 estejam sendo capturadas e armazenadas embaixo da terra, atingindo 7,6 bilhões de toneladas por ano em 2050.
Embora esses números pareçam expressivos, é importante ressaltar que eles representam apenas uma pequena fração das emissões de CO2 globais. No ano passado, o mundo emitiu cerca de 36,8 bilhões de toneladas de CO2, ou seja, o total capturado e armazenado representa apenas 0,1% das emissões totais.
A aprovação desse projeto de lei é um passo importante para a implantação da tecnologia de captação e armazenamento de CO2 no Brasil. Com a regulamentação adequada, será possível promover a diminuição das emissões de gases de efeito estufa em setores econômicos-chave, contribuindo para a luta contra as mudanças climáticas.









