
BRASIL – Polícia identifica autor do despejo ilegal no Rio Guandu. Autoridades já estão tomando medidas para punir o responsável.
A empresa Burn Indústria e Comércio, que atua no segmento de higiene e limpeza, será responsabilizada pelo crime ambiental e poderá receber uma multa que pode chegar a R$ 50 milhões. O vice-governador do Rio de Janeiro e também responsável pela Secretaria de Meio Ambiente, Thiago Pampolha, afirmou que a empresa será punida de forma exemplar, ressaltando a importância de se combater esse tipo de crime no estado.
A Burn Indústria e Comércio também é especializada na fabricação de produtos têxteis para uso doméstico. Segundo informações disponíveis na página da empresa, ela é descrita como uma empresa de pequeno porte, com 20 funcionários registrados em sua folha de pagamento. A Polícia Civil pretende solicitar a interdição da empresa e realizar investigações em outras fábricas para identificar possíveis despejos irregulares que também possam ter ocasionado a paralisação da Estação de Tratamento (ETA) Guandu.
No entanto, a Burn Indústria e Comércio emitiu uma nota afirmando que não há relação entre sua fábrica em Queimados e a presença de material químico na bacia do Rio Guandu. Segundo a empresa, a unidade possui tecnologia de ponta e segue rigorosos procedimentos de controle, com manuseio automatizado da matéria-prima, sem conexão com a rede pluvial. Além disso, possui as licenças necessárias e destinação ambientalmente correta de seus resíduos.
A fábrica da Burn Indústria e Comércio está localizada a uma distância de 11 quilômetros do sistema do Guandu, seguindo o fluxo do rio. A empresa também adota medidas sustentáveis, como o sistema de reuso de água da chuva, iluminação por fontes renováveis e possui o selo EU Reciclo. Além disso, contratou um laboratório especializado para coletar e analisar a água, demonstrando colaboração com as investigações.
É importante ressaltar que a matéria foi alterada para adicionar informações às 8h57. As autoridades continuam conduzindo as investigações e a expectativa é que o abastecimento de água fique normalizado nas próximas 48 horas. O caso serve como um alerta para a importância de se combater crimes ambientais e garantir a segurança e qualidade da água consumida pela população.









