
BRASIL – Avião de Prigozhin tinha histórico de segurança, segundo relatórios.
A Embraer, fabricante do avião, afirmou estar ciente da queda, porém, não possui mais informações sobre o caso, além de não prestar serviços de suporte ao jato desde 2019. Segundo a empresa, ela tem cumprido as sanções internacionais impostas à Rússia, o que impede fabricantes de aeronaves ocidentais de fornecer peças ou suporte para aviões operados no país.
O avião, de acordo com o rastreador online Flightradar24, saiu do radar às 18h11, horário local. Um vídeo não verificado nas redes sociais mostra uma aeronave semelhante caindo do céu. Vale destacar que esta aeronave, fabricada em 2007, está sob sanções do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos desde 2019, quando foi listada sob um registro prévio, M-SAAN.
Esse registro está relacionado à compra do avião pelos funcionários de Prigozhin em outubro de 2018. O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Tesouro dos EUA tomou medidas contra Prigozhin por tentar influenciar as eleições de 2018 nos EUA, o que resultou em uma série de sanções.
O Legacy 600 é um modelo que entrou em serviço em 2002 e teve quase 300 unidades fabricadas até o fim da produção, em 2020. Há apenas um acidente registrado envolvendo essa aeronave, que ocorreu em 2006, quando colidiu com um Boeing 737-800 da Gol. No entanto, o piloto do avião da Embraer conseguiu pousar sem causar mortes ou ferimentos a bordo da sua aeronave.
Na época, um relatório da Força Aérea Brasileira atribuiu a culpa do acidente a dois pilotos, controladores de tráfego e falhas nas comunicações. Um advogado dos pilotos alegou que falhas no sistema de controle de tráfego aéreo brasileiro foram responsáveis pela colisão.
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