
BRASIL – O ex-presidente Lula afirma que a introdução de uma moeda do Brics no mercado reduzirá as vulnerabilidades econômicas.
O grupo dos Brics é composto por Brasil, China, Índia, Rússia e África do Sul, sendo este último o país-sede da cúpula deste ano. Durante a plenária, Lula ressaltou que a criação de uma moeda para as transações comerciais e investimentos entre os membros do Brics ampliará as condições de pagamento e diminuirá as vulnerabilidades existentes.
Além disso, o presidente destacou que a adesão de outros países ao bloco demonstra a crescente relevância dessa união. Para Lula, as nações em desenvolvimento não podem continuar sendo prejudicadas pelos atuais modelos de financiamento global. Nesse sentido, ele enfatizou que o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) do Brics pode oferecer alternativas de financiamento mais adequadas às necessidades dos países do Sul.
Segundo Lula, é inadmissível que os países em desenvolvimento sejam penalizados com juros até oito vezes superiores aos cobrados das nações ricas. Ele defendeu a necessidade de aumentar a liquidez, ampliar o financiamento concedido e acabar com as condicionalidades impostas pelos sistemas de financiamento atuais. O presidente também ressaltou a importância de revitalizar o sistema multilateral de comércio, garantindo um comércio justo, previsível, equitativo e não discriminatório.
Outra questão abordada por Lula em seu discurso foi a necessidade de conciliar a descarbonização das economias com a geração de empregos dignos, a industrialização e a infraestrutura verde. Para o presidente, é imprescindível que essas mudanças sejam acompanhadas pela oferta de serviços públicos para todos os cidadãos.
A proposta de criação de uma moeda única para o Brics e as críticas aos modelos de financiamento global foram os pontos centrais do discurso do presidente Lula durante a cúpula. Ele enfatizou a importância de fortalecer a união entre as nações do bloco e buscar alternativas que beneficiem os países em desenvolvimento. O presidente ressaltou a relevância da cooperação internacional para a construção de um mundo mais justo e equilibrado.









