
CPRM: EM TERMOS TÉCNICOS, LAUDO SINTETIZA A GRAVIDADE DO CRIME COMETIDO CONTRA O PINHEIRO
O laudo da CPRM demoliu a receita diversionista – mesclada com estratégia de marketing – que a Braskem aplicou para, talvez, suavizar sua (ir)responsabilidade em relação à tragédia vivida pelos moradores do Pinheiro e adjacências.
Em duas palavras, os técnicos sintetizaram tudo: “subsidência”, que significa afundamento gradativo, e “halocinese”, que é a ascensão de corpos, penetrando e deformando camadas de rochas. Os dados resultantes da investigação científica comprovam que a operação dos poços de extração do sal-gema entrou em colapso e desestabilizou a área, causando a movimentação de estruturas geológicas antigas que lá estavam naturalmente adormecidas – e assim continuariam se não houvesse o dedo da ganância para desestruturar a natureza.
Desde a década de 1970, a extração do sal-gema gerou cavernas gigantescas em áreas do subsolo que possuíam falhas naturais. Chegou, portanto, a hora de acertar as contas com a história.
A Braskem vai ter que ser responsabilizada à altura, punida com rigor, na forma da lei. É preciso somar esforços para reparar danos, alguns até incalculáveis, cometidos contra seres humanos, que investiram esforços e construíram suas vidas na região afetada.
São sonhos que viraram pesadelos e foram sabotados até por mãos de gestores públicos. Estes, em algum momento histórico, poderiam ter agido com altivez – nem se vergado ao poder econômico – e escrito outro destino para nossa comunidade. (Joaldo Cavalcante – Jornalista nascido no Pinheiro)


