
ENTREVISTA: Flávio Moreno afirma não ter medo da velha casta política alagoana
Em entrevista, o presidente do PSL, Flávio Moreno, ressalta não ter medo da velha casta política de Alagoas e ressalta projetos a serem realizados. Confira:
- Como começou o ano?
Todos sabem que o ano começou com muito trabalho, seja enquanto Policial Federal ou ajudando o Governo Federal de Bolsonaro em Alagoas como presidente do PSL do Estado. O que é natural. É natural também que surjam invejosos, maliciosos, oportunistas e gananciosos para disseminar a divisão no âmbito da direita e querer surfar nessa onda. Não podemos ser inocentes úteis, dando munição para a esquerda. Temos que ter cuidado, já bastam os ataques da esquerda ao Governo Bolsonaro e seus aliados. A união é necessária.
Não tenho “rabo” preso e medo da velha casta política de Alagoas e isso assusta os bajuladores, oportunistas e invejosos de plantão.
- Fale do PSL Alagoas
Em 1 de janeiro de 2019, fui um dos primeiros presidentes estaduais reconduzidos ao PSL. Participei desse período de transição da ida de Bolsonaro para o PSL. Temos uma excelente relação com o Governo Bolsonaro, Parlamentares do PSL e dirigentes estaduais e nacional. É uma história, uma relação inclusive de amizade construída ao longo de alguns anos com muitos que levaram a vitória de Bolsonaro e eleição de muitos. Com alguns tenho relação antes da política, devido o trabalho na Polícia Federal, outros no partido, até minha família frequenta a mesma igreja de Bolsonaro e esposa, no Rio de Janeiro. Sou carioca de origem e alagoano de coração. O PSL crescerá nacionalmente, será o maior partido do país. Já é a maior bancada. É o partido do presidente.
E sobre os projetos e demandas de Alagoas?
Temos muitas demandas, amor por Maceió e Alagoas, apesar de carioca considero-me um cidadão dessa terra maravilhosa. Não tenho “rabo” preso, nem medo da casta política local. Estamos diariamente atendendo ligações e buscando resolver as demandas dos moradores do Pinheiro e região, além de obras e projetos do Governo Federal em andamento no Estado, levando propostas ao Governo, algumas vem sendo atendidas, etc. Construindo um novo Brasil. No dia 28, estávamos em homenagem aos 75 anos da Polícia Federal, na Câmara Federal com Deputados Federais e Policiais Federais de todo o Brasil, representando os Policiais Federais de Alagoas. A limpeza iniciada ainda nos movimentos dos Agentes Federais em 2012 continuará, 2 anos antes da deflagração da Lava Jato. Vivemos um processo de amadurecimento e limpeza jamais visto.
- Como chegou a Alagoas?
Existem pessoas que nasceram para somar e aquelas que nasceram para dividir. Nasci para somar, desde os 13 anos trabalho, comecei vendendo biscoito na feira. Deus nos capacita em cada missão, Ele me mandou para cá para algumas, tenho certeza disso. Por isso, em pouco mais de 6 anos, em Alagoas, onde vim por concurso de remoção da Polícia Federal, por escolha própria, após longos anos de combate ao crime organizado na fronteira do país. Exemplo: o Eduardo Bolsonaro que também é Policial Federal foi para São Paulo. Enfrentar bandidos de alta periculosidade e saqueadores dos cofres públicos é uma rotina nossa.
- Fale do seu crescimento profissional e como personalidade em Alagoas?
Em Alagoas, além do combate ao crime e corrupção atuando na Polícia Federal, assumi a Presidência de uma das mais conceituadas entidades em âmbito local e nacional, representativa dos Policiais Federais, o Sindicato dos Policiais Federais de Alagoas, me tornei Conselheiro da Ordem dos Policiais do Brasil – AL, Coordenador do Grupo de Prevenção ao Uso Indevido de Drogas da PF Alagoas, tendo palestrado para mais de 10 mil crianças e jovens, coordenador dos Agentes Federais do Brasil com quase 2 milhões de seguidores nas redes sociais, coordenador do VPR Alagoas, Presidente da Central Publica AL, e Presidente do PSL Alagoas. Tudo fruto do trabalho e mérito.
- E os projetos futuros?
É natural também que surjam especulações sobre o nome do PSL para as disputas majoritárias e proporcionais municipais em 2020. Em Maceió não é diferente. Os nomes podem surgir de dentro do partido ou ser de um novo filiado. O meu nome após os 142 mil votos ao Senado é natural que seja especulado, assim como, o de outros quadros. É cedo, embora as especulações surjam. O que é natural. Temos um Governo Federal para ajudar, um país que foi governado por décadas pela esquerda para limpar.
Independente do nome escolhido em convenção, que será só em agosto de 2020, temos que ter cuidado com invejosos, maliciosos e gananciosos que tentarão dividir a direita. Precisamos tomar cuidado.
- Conte um pouco da sua experiência nas eleições 2018?
Em 2018, como presidente do PSL Alagoas, fui o responsável para montar o palanque de Bolsonaro, em Alagoas, depois de conversas e tentativas de trazer Alfredo Gaspar, Rodrigo Cunha e outros nomes, lançamos candidatos puro sangue ao Governo, Senado, 10 Deputados Federais e 18 Deputados Estaduais, e formamos uma coligação.
A grande maioria de candidatos nunca tinham sido testados ou em eleições anteriores, obtiveram baixa votação. Esses candidatos no PSL de Bolsonaro passaram a ter grande votação e maior expressão em 2018. Com a ajuda da população, sociedade cível e diferentes grupos de apoio a Bolsonaro cumprimos o objetivo traçado, dar a maior votação de Bolsonaro entre as capitais e Estados do Nordeste.
Prometi ainda, a Direção Nacional que elegeríamos ao menos 1 Deputado Estadual, cumprimos com a eleição de Cabo Bebeto que obteve mais de 31 mil votos, dos quais 22 mil em Maceió. Bebeto pelo seu esforço e trabalho em reconhecimento foi nomeado presidente do diretório municipal de Maceió.
Lançamos também o candidato a Governador Josan que obteve em Maceió 72 mil votos, na eleição anterior como candidato a vereador, em 2016, obteve apenas 2000 votos. Após a eleição como reconhecimento pelo seu esforço e dedicação, o mesmo foi nomeado vice-presidente do Diretório municipal de Maceió.
Como candidato pela primeira vez, Flávio Moreno obtive ao Senado mais de 76 mil votos em Maceió, dos mais de 142 mil votos.
Como presidente do PSL, fui o responsável principal em construir uma chapa e coligação do zero, convidando candidatos e formando a coligação. Tudo isso, sem estrutura, sem recursos, em tempo curto, e com os inimigos à espreita. Assumiria o bônus pelo sucesso ou seria o responsável pelo ônus de um possível fracasso. A vitória chegou, com a ajuda da direita em vários municípios demos a maior votação percentual para Bolsonaro no Nordeste. Tudo isso, quando quase ninguém acreditava em qualquer êxito do PSL.
Devemos louvar o mérito de cada candidato do PSL em 2018 e a ajuda do nome Bolsonaro. Demos a oportunidade para cada um fazer sua votação e serem eleitos. Numa disputa onde o poder econômico e nomes de família ainda dominam em Alagoas, o êxito não seria fácil.
- Como será 2020?
Novos desafios para mudar a nossa terra virão, que elegi com o coração amar e cuidar. Até as eleições de 2020 temos muito chão, o PSL cresceu e está criando musculatura, aumentando os quadros e formando diretórios. Embora, estejam surgindo pré candidatos, não tem candidato definido para prefeituras até porque as convenções só se realizarão em agosto de 2020. Em breve, teremos um grande evento em Alagoas.
Estamos prestigiando em Diretórios Municipais aqueles que deram o suor por Bolsonaro e o PSL, já passamos de 30 diretórios. Até o fim do ano alcançaremos 80.
Dessa forma, aqueles que pretendem pleitear e ser candidatos, sendo filiados ou que queiram entrar no partido terão a oportunidade aos mais diferentes cargos. Contudo, precisam mostrar a viabilidade eleitoral e trabalho antes de qualquer pretensão. É assim que funciona.
A preocupação agora é o sucesso e governabilidade do governo Bolsonaro


