
Corrupto: Jornalista Bernardino Souto recebia salário sem trabalhar
O feitiço pode ter virado contra o feiticeiro. O jornalista político Bernardino Souto vive denunciando atos de improbidade administrativa em seu blog. O que ninguém esperava é que ele também responde a um processo na justiça por improbidade.
Em 2016, o Ministério Público do Estado denunciou o jornalista junto com o presidente da CEAL na época, Joaquim Antônio De Carvalho Brito.
Bernardino era assessor de comunicação na empresa pública e de acordo com a denúncia, recebia salário sem exercer a função por quase 2 anos, do dia 11 de maio de 2006 a 29 de fevereiro de 2008. Como prova do prejuízo ao erário, ele era responsável pela coordenação dos estagiários de comunicação, mas segundo denúncia, quem exercia o cargo era outra pessoa identificada como Antônio Batista Neto.
Na primeira denúncia, o juiz trabalhista responsável pelo caso reconheceu que Souto ficou todo o tempo citado recebendo salário sem desenvolver suas atividades laborais.
Segundo testemunhas do processo, todas as atividades relacionada à assessoria de comunicação eram direcionadas a Antônio Batista. Em outro trecho da denúncia, Bernardino é acusado de receber benefícios de férias sem ao menos estar exercendo a função.
Veja cópia do processo aqui
Pelo tempo em que sugou dinheiro dos órgãos públicos, o MPAL solicitou que o presidente da CEAL e o jornalista fossem condenados a pagar o ressarcimento total dos danos causados à Eletrobrás Alagoas no valor de R$ 193.163,50. A solicitação foi que cada um pagasse metade deste valor.
No entanto, o processo caminha a passos lentos. A ultima movimentação, segundo o TJ-AL, foi em novembro de 2018, onde as partes foram intimadas para que apresentassem provas, ou que um acordo fosse firmado.

