Governo evita aquartelamento com proposta de 10% para PM’s

Após recusarem a proposta de 6% no reajuste dos salários feita pelo Governo do Estado, os representantes das associações militares de Alagoas decidiram levar a assembleia, a sugestão de um reajuste de 10%. A negociação estava ocorrendo desde a tarde desta sexta-feira (13) na Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag).

 

De acordo com a Seplag, a proposta dá aos militares a possibilidade de um reajuste total, que será dividido em quatro anos.

O secretário de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio, Fabrício Marques, ressaltou que, a expectativa é de que , nos próximos dias, as associações militares decidam se irão aceitar ou não a proposta apresentada.

No governo de Renan Filho, a folha salarial dos militares alagoanos – ativos, inativos e pensionistas – teve um aumento de 50,6%, saltando de R$ 850 milhões para R$ 1,3 bilhão no período, quando a folha total das demais categorias teve um acréscimo de apenas 21%.

Estiveram presentes na reunião representantes da Seplag, da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) e da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).

O governador Renan Filho havia apresentado uma proposta de 6% às associações militares em uma reunião marcada na tarde de hoje. A categoria no entanto, não aceitou a proposta.

Renan Filho explicou mais cedo, que o primeiro percentual oferecido é um reflexo do cenario economico do país, que não está em um bom momento.

Uma ameaca de aquartelamento havia sido mantida, caso os militares não obtivessem êxito nas negociações de hoje.

A classe pleiteia um reajuste há mais de um ano, e pede por direitos iguais, já que foram concedidos aumentos para a Polícia Civil, agentes penitenciários e delegados.